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Rentabilidade do investimento: como ela pode ser calculada?

novembro 8, 2018
Tempo de leitura 5 min

A rentabilidade do investimento é o objetivo de todos que fazem uma aplicação financeira. Porém, não é fácil descobrir o tamanho desse percentual e muito menos qual tipo de investimento é o mais lucrativo. No entanto, com um pouco de conhecimento sobre área de finanças, você pode ser um investidor inteligente.

Para isso, é necessário aprender a calcular a rentabilidade de uma aplicação de renda. Quer saber como fazer isso? Acompanhe nosso artigo e descubra!

Por que é importante entender sobre a rentabilidade do investimento?

Já parou para pensar em quantas maneiras existem para empregar o dinheiro? Entre elas, podemos citar:

  • o certificado de depósito bancário (CDB);
  • as letras de crédito imobiliário (LCI);
  • as letras de crédito do agronegócio (LCA);
  • os fundos de investimentos;
  • os títulos públicos;
  • a poupança etc.

Entretanto, cada uma dessas aplicações tem suas peculiaridades. Por exemplo, o LCI e o LCA não sofrem a incidência do imposto de renda (IR). O mesmo acontece no que diz respeito à rentabilidade: alguns investimentos são pré ou pós-fixados com base no certificado de depósito interbancário (CDI), enquanto outros são corrigidos pelo Índice de Preços do Consumidor (IPCA) ou pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM).

Conhecer e entender sobre esse assunto é algo essencial para planejar a rentabilidade e receber um bom percentual no vencimento da aplicação. Desse modo, você passa a controlar os rumos de seus investimentos e começa a geri-los estrategicamente. Com isso, talvez perceba que é melhor realocar o seu capital, mudar de corretora de valores ou injetar mais dinheiro em uma determinada aplicação.

Por outro lado, a ausência de conhecimento sobre a rentabilidade de investimentos limita os benefícios que poderiam ser adquiridos, uma vez que o investidor adota uma postura passiva que envolve apenas olhar o extrato para saber quanto de renda foi gerada.

Como saber se um investimento é rentável ou não?

Existe ainda um aspecto muito importante que não pode ser desconsiderado: o cálculo do percentual adquirido com a aplicação. Essa equação envolve considerar o risco, o tempo e, como já citado, os impostos.

Quando o investidor aprende a realizar essa operação, é possível enxergar além do óbvio. Como assim? Vamos exemplificar, imagine que você tem a possibilidade de investir em dois tipos de fundos, um que rende 10% e o outro 15% ao mês. Qual deles escolheria? A opção que parece mais vantajosa é a segunda, concorda?

Entretanto, a aplicação que gera 10% tem um período de vigência de 6 meses, enquanto a de 15% estende-se por 15 meses. Bem, agora não ficou tão claro o melhor lugar para injetar o seu capital. Para chegar a uma conclusão sábia, é necessário calcular os juros compostos. Para isso, existem duas maneiras. Acompanhe!

Rentabilidade real

Quando é mensurado o percentual gerado menos o valor da inflação, estamos diante da rentabilidade real. Esse cálculo é muito utilizado para entender os rendimentos da poupança. Desse modo, o investidor descobre qual foi o real impacto que a inflação teve sobre as suas finanças.

Rentabilidade por período

As aplicações que são regidas por taxas — como é o caso do CDI, LCI e o CDB — demonstram diferentes rendimentos em cada mês. Por isso, a rentabilidade anual será diferente da mensal. Em resumo, os investimentos já citados (CDI, LCI e o CDB) são ideais para pessoas que podem deixar o seu dinheiro aplicado por um período mais longo.

Como calcular a rentabilidade do investimento?

Na prática, o cálculo da rentabilidade do investimento pode ser feito assim: imagine que você fez uma aplicação que teve uma vigência de 3 anos e rendeu em cada um deles, respectivamente, +10, -13 e + 17%. Qual foi o total desse rendimento?

Nesse caso, a operação fica assim:

(1+0,10)*(1-0,13) x (1+0,17)^(1/3 anos) = 1,038 ou 3,8% ao ano

Com base nesse valor, se você injetou 1.000 reais, após o período de 3 anos, teve um retorno de R$ 119,70. Nesse exemplo, não foi considerado o pagamento da taxa de juros. O cálculo desse valor é um pouco mais complexo, uma vez que leva em consideração o período e o vencimento do investimento.

Mas como ficaria essa equação se fosse incluída essa cobrança de juros? Para entender melhor, vamos criar outro cenário. Digamos que você tenha aplicado dinheiro no Tesouro Direto ou em outro tipo de fundo de renda fixa. Nesse caso, a alíquota do Imposto de Renda mudará de acordo com o tempo em que o dinheiro ficará aplicado.

Normalmente, os bancos e as corretoras acrescentam esses percentuais:

  • para saques feitos em até 6 meses: 22,5%;
  • para saques feitos entre 6 meses a 1 ano: 20%;
  • para saques feitos entre 1 ano e menos de 2 anos: 17,5%;
  • para saques feitos após 2 anos: 15%.

Leve em conta que esses valores incidem sobre o rendimento e não sobre o valor total investido.

Faremos uma simulação: se você aplicou 1.000 reais e obteve um retorno bruto de 10% durante um ano, o imposto impactará sobre os 100 reais que ganhou. Então, se o saque foi feito após um ano, o custo da alíquota será de 17,5%, dando ao imposto o valor de 15,50 e ao ganho líquido 82,50. Para realizar esse cálculo, utilize a seguinte fórmula:

Rendimento Líquido = (Rendimento Bruto – Custos) x (1 – Alíquota do Imposto de Renda)

Essa operação pode ser usada em qualquer aplicação financeira que sofra a incidência do IR. Vale lembrar que o resultado deve ser transformado da forma percentual para a decimal. Como fazer isso? Basta dividir o número por 100. Se a alíquota é de 17,5 % fica 0,175, ou seja, 17,5 dividido por 100.

Como foi abordado neste artigo, saber investir no melhor fundo significa compreender os seus rendimentos. Embora pareça uma tarefa para profissionais do mercado financeiro, com um pouco de esforço, é possível acertar na melhor opção de investimento. Dessa forma, poderá usufruir dos lucros para realizar os seus sonhos.

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