Mercado e Investimentos

Qual a perspectiva do mercado imobiliário no governo Bolsonaro?

maio 17, 2019
Tempo de leitura 6 min

Toda mudança de governo gera dúvidas e muitas especulações, principalmente em um país tão castigado pela recente crise econômica — que perdeu força mas deixou 12,2 milhões de desempregados em 2018. É claro que esse número afeta também o setor de imóveis. Porém, há um otimismo quanto ao mercado imobiliário no governo Bolsonaro.

Quais são os motivos dessa reação? Será que a “tempestade” dará lugar aos “ventos suaves” da recuperação econômica do mercado imobiliário? O que esperar dessa nova fase de governo no Brasil? Confira as informações que daremos neste artigo!

O que esperar nos anos à frente?

O otimismo é um dos pilares mais importantes para a aceleração de um setor comercial. A falta dele derruba a bolsa de valores e gera um efeito dominó das esferas econômicas do país. Essa falta de entusiasmo foi uma das responsáveis pela diminuição de negócios, investimentos, lucros e empregos durante os anos da crise econômica.

No entanto, o discurso reformista do Bolsonaro sinaliza um alto nível de liberalismo e desburocratização de processos. Com esse “sinal verde”, aquele sentimento de preocupação política e econômica aos poucos está sendo eliminado. O resultado é o equilíbrio da inflação e a queda na elevação da taxa básica de juros (Selic).

Tal cenário positivo promete permanecer nos anos à frente, aumentando o índice de velocidade de vendas (IVV) de imóveis. Desse modo, novos negócios serão gerados e o número de lançamentos imobiliários acompanhará esse ritmo.

Muitas regiões do país já registram um aquecimento do número das vendas imobiliárias. Um estudo recente mostrou que em São Paulo, em um ano, houve um aumento de 26,7% nas vendas de unidades — um excelente indicador!

Como fica a valorização dos imóveis?

Então, é hora de arriscar investimentos no setor de imóveis? A resposta é: depende do seu perfil investidor. Aqueles que intencionam comprar um imóvel para ter um retorno financeiro em curto prazo podem seguir em frente. Afinal, as oscilações nos preços das moradias estão baixas e, com a ótima perspectiva atual, haverá uma rápida valorização.

Principalmente, os imóveis bem localizados em centros urbanos, parques, próximos a estações de metrô e vias de acesso rápido. Nesse grupo se enquadram também os compradores que desejam ter seu lar próprio e não têm um prazo definido para a venda da moradia. Conforme dito, os juros da Selic estão favoráveis e impactam diretamente nas parcelas do financiamento.

Sendo assim, ficou mais fácil adquirir uma moradia por meio de uma linha de crédito imobiliário e esperar a valorização do imóvel — em especial, os que podem utilizar o seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O que dizer da locação?

A locação de imóveis também aponta como um bom investimento em virtude da baixa da Selic. Para conseguir pagar por um imóvel para alugar, alguns decidem usar o dinheiro ganho com a locação para quitar as parcelas do financiamento. Devido à estabilidade econômica do governo Bolsonaro, a taxa de vacância de moradias alugadas tende a cair.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), as oscilações no preço do aluguel em janeiro de 2019 sofreram uma elevação entre 0,10% e 0,35%. Quanto ao padrão do imóvel para alugar, o investidor precisa ficar atento a uma “remodelagem” do mercado imobiliário brasileiro. Se antes os imóveis de alto padrão geravam mais renda, a perspectiva agora são as moradias voltadas para a classe B e C.

Como esse público voltou a ter acesso ao crédito imobiliário direto com os bancos tradicionais e a taxa de desemprego está em decréscimo, as incorporadoras estão de olho nessa fatia de mercado. Isso não quer dizer que o volume de lançamentos de empreendimentos de alto padrão diminuirá.

Porém, revela um aquecimento econômico que pareará as construções de imóveis novos para as classes A,B e C. Sendo assim, comprar apartamentos de até 80 m2, visando atender o público com uma renda menor, pode gerar muitos lucros nesta nova fase da economia.

Quais fundos imobiliários são mais atraentes?

Outra área que aponta para o futuro com confiança são os fundos imobiliários (FII). Essa forma de investimento demonstrará menor volatilidade e agregará mais valor sem elevar o risco. A curva de juros apresenta melhoras significativas para os fundos imobiliários, tornando-os mais atraentes.

Um exemplo são os de renda fixa que, atrelados a juros menores, favorecem a rentabilidade. No geral, os fundos com alta vacância e valor de aluguel menor serão mais beneficiados nos anos do governo Bolsonaro, uma vez que a previsão é de queda do número de imóveis vagos e aumento dos valores de locação.

Além disso, há uma migração de investidores dos “fundos de papel”, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e as letras de crédito imobiliário (LCI) para os “fundos de tijolo”, que injetam capital em ativos físicos como galpões e shoppings. Novamente, a localização e a qualidade desses imóveis são os fatores decisivos para um bom retorno sobre o investimento.

Entre os fundos mais procurados estão:

  • o Mercantil do Brasil com rendimento de 14,59% ao ano;
  • o BC de fundos imobiliários com rendimento de 9,59% ao ano;
  • o Kinea II Real State Equity de recebíveis imobiliários com 5,73%;
  • o BM Cyrela Thera Corporate de lajes comerciais com 5,79% ao ano.

Apesar dos “bons ventos” dos fundos imobiliários, as precauções continuam as mesmas. O recomendável é investir em empresas com uma longa história de mercado e que ofereçam taxas de retorno consistentes e rentáveis. Outro ponto a ser observado é o patrimônio líquido do fundo. Fazendo assim, será mais fácil aproveitar a fase do governo Bolsonaro.

É claro que estamos apenas iniciando um novo ciclo de presidência. Muitas “águas ainda rolarão” na economia brasileira. No entanto, o momento é de ação por parte dos compradores que desejam ter o seu imóvel. Como dito, sabendo aproveitar as oportunidades ficará mais fácil ser bem-sucedido nos negócios.

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