Arquitetura e Decoração

Como dar vida aos ambientes com quadros decorativos? Aprenda agora!

junho 19, 2019
quadros decorativos
Tempo de leitura 7 min

Existe algo mais versátil do que um conjunto de quadros decorativos? Se você observar os ambientes que frequenta, verá que a maioria tem pelo menos um exemplar de arte emoldurada. Pinturas, fotografias e outros materiais têm feito parte da composição de residências, comércios e espaços corporativos por muitos anos.

Com o tempo, se tornaram peças tradicionais e bem aceitas em qualquer estilo decorativo. Inclusive, são capazes de mudar drasticamente a aparência de um cômodo interno e podem ser úteis na hora de agregar mais personalidade às áreas externas, como a varanda de um apartamento.

De fato, os quadros harmonizam com diversos ambientes e merecem um lugar de destaque em sua casa ou espaço de trabalho. Saiba agora o que considerar na compra desses elementos e como acertar nas combinações!

Avalie as características do recinto

Como faria antes de investir em qualquer artigo de decoração, é importante observar os detalhes presentes no local que receberá os quadros. Essa análise inicial trará ideias sobre os melhores modelos, cores, tipos de molduras e outras características para que você atinja o principal objetivo: manter tudo em harmonia.

Veja alguns aspectos a considerar nessa etapa.

Estilo

Qual é o tema que predomina na composição do ambiente? É uma cozinha minimalista? Uma sala trabalhada com elementos da decoração industrial? Um home office moderno e cheio de personalidade?

Essas perguntas devem ser respondidas antes de você buscar seus quadros decorativos para que tenha certeza sobre o design das peças e sobre o material que exibirão em seu interior.

Um quarto romântico, por exemplo, pede quadros mais ornamentados, com imagens delicadas (corações, flores, mensagens fofas) ou que reproduzam fotos do casal em momentos memoráveis.

Já uma sala de jantar rústica fica melhor com quadros de madeira que tenham uma aparência desgastada. Nesse caso, vale até incluir painéis que remetam a comes e bebes — um mural de rolhas de vinho, uma pintura de natureza morta, frases sobre café/cerveja etc.

Tamanho

Outro fator a ser analisado é o tamanho do recinto para equilibrar a proporção entre a área disponível e as dimensões dos quadros. Utilizar peças enormes em um ambiente compacto deixará o visual pesado, ao passo que colocar molduras minúsculas em um espaço amplo dará a impressão de que falta algo.

Para ter certeza sobre as combinações, faça alguns moldes com folhas de papel. Esses materiais devem simular quadros de diversos tamanhos (20x30cm, 30x45cm, 45x60cm, por exemplo) para que você consiga ter noção de quanto espaço cada modelo ocupará.

Superfície

Para finalizar, tire as medidas da superfície que servirá como suporte para os quadros. Pode ser a base de uma parede (para peças dispostas diretamente no piso), uma faixa vertical, uma área sobre um painel de porcelanato, entre outras opções.

Digamos que o objetivo é preencher uma parede vazia localizada entre duas janelas da sua cozinha. Nesse caso, é importante conferir a distância exata entre as aberturas para se certificar de que todos os quadros previstos caberão na área disponível.

Defina os modelos de quadros decorativos

Há opções de quadros para todos os gostos e bolsos. Como se não bastasse a variação no formato e na técnica empregada para a criação da arte, você ainda conta com molduras específicas para adequar a peça ao estilo desejado.

Nos próximos tópicos, vamos mostrar alguns exemplos de peças e os cuidados necessários para prolongar a durabilidade de cada uma.

Fotografia

As fotos estão entre os recursos mais utilizados na hora de compor painéis com quadros. Por serem sensíveis à umidade e à poeira, procure cobri-las com uma película de vidro. O mesmo vale para pôsteres e obras compostas a partir de técnicas como litogravura, aquarela e xilogravura.

Nesses casos, para prevenir o surgimento de reflexos sobre a superfície brilhante do vidro, é importante evitar a luz direta sobre os quadros — tanto a natural quanto a artificial. Inclusive, o sol não deve bater diretamente sobre as peças porque pode acabar desbotando as imagens com o tempo.

Tela pintada

Muitas pessoas apostam em obras de artistas famosos ou de rua para agregar um ar exclusivo ao ambiente. Nesses casos, se forem telas com pintura a óleo ou acrílico, o ideal é manter as peças expostas (sem vidro).

Porém, ainda que suas cores sejam mais resistentes do que as tonalidades de uma aquarela, é preciso ter cuidado com o excesso de luz. A poeira desses quadros decorativos deve ser removida com o auxílio de um pincel macio, tanto na parte da frente quanto no fundo — para eliminar teias, insetos mortos e outros resíduos.

Teste diferentes tipos de arranjos

É fácil obter diferentes composições a partir de um mesmo conjunto de quadros e mudar o visual sempre que você tiver vontade. Afinal, grande parte deles são peças individuais que podem ser colocadas em posições variadas.

Para quem quer agilizar o processo de alinhar diversos modelos, há grupos de peças que já vêm fixadas umas nas outras. Em todo o caso, vale pesquisar as soluções disponíveis no mercado e escolher aquela que mais tem a ver com o que você procura.

Confira algumas sugestões de arranjos.

Com faixas

É a opção ideal para quem curte simetria e quer compor espaços atemporais. Vale lembrar que as faixas podem seguir diferentes sentidos: o vertical cabe em cantinhos menores e pode ser mantido ao lado de móveis altos; já o diagonal traz movimento e um ar jovial à composição.

Os quadros dispostos em linha horizontal são tradicionais e funcionam quando colocados sobre a parede atrás do sofá, acima de uma cabeceira ou ao lado de uma mesa de jantar.

Você também pode dispor as peças diretamente sobre o piso, de modo que fiquem apenas apoiadas na parede — a solução combina com o estilo escandinavo e é perfeita para quem vive em apartamento alugado, já que não exige furos no acabamento.

Em painel

Esse arranjo envolve a disposição dos quadros decorativos em linhas e colunas (faixas verticais e horizontais) para compor uma espécie de mural. Nesse caso, é fundamental escolher peças que combinem entre si ou que sigam a mesma paleta de cores.

O painel fica bem interessante com artes de fotos. Em uma residência, por exemplo, pode envolver registros importantes de uma família e ficar exposto no hall. Já em um escritório ou empresa ele pode conter imagens dos serviços realizados, do portfólio do profissional, entre outros detalhes.

Irregular

Como o nome indica, é um arranjo mais despojado e que não demanda um alinhamento perfeito entre os quadros. Assim, funciona bem em espaços monótonos ou em cômodos que pedem uma transformação ousada.

Para fazer, escolha as suas peças favoritas e posicione-as em áreas aleatórias da parede. Uma dica interessante é intercalar os quadros com outros elementos, como espelhos emoldurados, pequenos nichos, prateleiras e até suportes de plantas.

Como pôde ver, existem várias maneiras de inovar com fotos, obras de arte e outros materiais repletos de significados. Basta um pouco de criatividade e paciência para adequar cada peça ao visual existente no recinto e, principalmente, ao tamanho da sua parede.

Agora você já sabe como usar quadros decorativos e pode definir o arranjo perfeito para incluir em casa ou em qualquer outro lugar. Com as escolhas certas, seus ambientes ganharão uma nova cara, um toque a mais de charme e uma atmosfera divertida para ser contemplada todos os dias.

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