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Como funciona o mercado imobiliário americano? Saiba aqui!

por URBS Imobiliária - Publicado em 15 de julho de 2019
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Tempo de leitura 6 min

O mercado imobiliário americano tem muitos pontos de divergência com o mercado brasileiro. Embora a mecânica de comprar imóveis pareça simples, as definições de outro país sempre são distintas. No caso dos Estados Unidos, não é diferente.

Antes de fazer um investimento por lá, o melhor é conhecer o funcionamento do sistema. Somente com muita preparação é possível definir a maneira certa de agir para conquistar bons resultados.

A seguir, descubra tudo sobre o mercado imobiliário americano e entenda se vale a pena recorrer a ele.

Quais características merecem atenção?

Já que o setor é diferente nos Estados Unidos, é preciso conhecer as qualidades específicas desse segmento, antes de escolher investir. Muitos pontos são completamente opostos à proposta brasileira, então, todo cuidado é necessário para tomar uma boa decisão.

Na sequência, veja como funciona o mercado imobiliário americano e entenda quais são os aspectos de diferenciação.

As regras de cada estado

Uma das características marcantes dos Estados Unidos é que, salvo algumas exceções, as leis são individuais para cada estado. Com a compra e venda de imóveis, isso não é distinto. Cada unidade federativa faz as próprias escolhas em relação a custos, trâmites, limites e obrigações mínimas. Como resultado, os bancos também realizam processos diferentes.

Para quem investe, é fundamental conhecer as regras específicas de cada local. Somente assim é possível se antecipar às necessidades e cumprir com todos os requisitos. No entanto, isso demanda um tempo maior de preparação, já que há 50 estados com leis que variam entre si.

A figura do realtor

No mercado imobiliário americano, o corretor é conhecido como realtor. Assim como no Brasil, é o responsável por intermediar os negócios e garantir que tudo saia conforme o esperado.

No entanto, nos Estados Unidos eles devem estar associados a uma imobiliária, conhecida como “broker”. O problema é que cada empresa se especializa em uma área, então, é preciso encontrar aquela que realmente se encaixa em suas necessidades e preferências.

O Multiple Listing Service

O setor norte-americano ainda conta com o Multiple Listing Service (MLS). Trata-se de um grande cadastro que inclui todos os imóveis disponíveis à venda pelo modo “tradicional”. Como é um excelente recurso de marketing e para receber ofertas, a maioria dos vendedores recorre a ele.

Porém, há alguns imóveis que não entram na listagem. Se o realtor não tiver os contatos certos, não poderá apresentar alguns imóveis a você, pois não saberá que estão à venda. Além disso, é algo que aumenta a competitividade, o que também eleva as ofertas e amplia as chances de você perder a compra. No Brasil, por outro lado, cada vendedor pode decidir qual imobiliária representará sua venda.

As opções de compra

Outra questão é que há a chance de comprar imóveis nos Estados Unidos tanto como pessoa física quanto como pessoa jurídica. A opção como pessoa jurídica se mostra um pouco mais vantajosa, devido ao menor pagamento de multas. No caso de morte do proprietário, inclusive, 40% do valor é retido em imposto para pessoas físicas.

De qualquer forma, abrir uma empresa nos EUA ou ter uma PJ brasileira reconhecida por lá demanda regularizações. Para quem vai investir apenas uma vez, pode não ser a alternativa ideal, devido aos elevados valores.

A transação financeira

Depois de selecionar o imóvel e concluir a negociação, é hora de partir para a transação. Como dito, cada estado tem as suas exigências, mas alguns passos são comuns. Todo o processo é feito por meio de um cartório especial, conhecido como Title Company. Há uma conta específica para depósito dos valores, então, somente o cartório lida com o dinheiro.

A etapa inclui uma extensa conferência de documentação do imóvel, do vendedor e do comprador. Nesse caso, ainda há uma avaliação dos elementos ligados ao financiamento do banco, por exemplo. Muitas vezes, esse relatório tem mais de 20 páginas, o que exige análise minuciosa. Somente quando o cartório aceita a compra é que tudo é finalizado.

Quais são as taxas exigidas?

Em relação ao processo de compra e venda, o mercado imobiliário americano cobra 6% do valor do contrato do vendedor. O total é dividido entre o broker e o realtor, mas o valor está embutido na precificação para o cliente.

Além disso, há o pagamento das taxas cartoriais, que podem custar de 1% a outros 6%. Também há despesas com o seguro contra acidentes, que é obrigatório em certas áreas, além de gastos estaduais. Para completar, há a cobrança de impostos, como o IPTU local e Imposto de Renda, nos Estados Unidos e no Brasil.

Por que escolher o Brasil em vez do mercado imobiliário americano?

Ao decidir investir em imóveis, optar pelos brasileiros pode ser a melhor escolha. Embora muitos achem atraente ter uma opção fora do país, o processo tem detalhes que pesam contra essa alternativa. Veja quais são os benefícios de selecionar o Brasil em vez de recorrer ao mercado imobiliário americano.

Maior nível de praticidade e simplicidade

Por mais que o Brasil também conte com leis estaduais, o mercado imobiliário é regulado de maneira federal. Ou seja, é possível comprar um imóvel da mesma forma em qualquer região do país. Com conhecimento sobre as regras e, principalmente, a ajuda de uma boa imobiliária, o processo é descomplicado.

Também não há barreiras com o idioma e nem com o fato de você ser um investidor estrangeiro. Se for necessário se dirigir ao local, será mais fácil seguir até ele que pegar um voo até os Estados Unidos, por exemplo.

De forma geral, é um jeito prático de adquirir e manter um imóvel — tanto para uso próprio quanto para a realização de um investimento.

Custos menores

A cotação do dólar pesa na transação imobiliária. Uma casa que custa US$ 250 mil passa, facilmente, de R$ 1 milhão, dependendo da situação do câmbio. Além de tudo, há as taxas que, muitas vezes, são superiores às cobradas no Brasil.

O resultado é uma transação cara e que, em geral, é menos acessível ou interessante. Afinal, com o dinheiro convertido (e com o valor perdido nesse processo) é possível adquirir um imóvel melhor em terras brasileiras.

Manutenção do patrimônio

Além de ser mais simples cuidar de um imóvel dentro do próprio país, existe uma questão quanto à manutenção do patrimônio. Caso decida revender o imóvel, é possível estabelecer o preço desejado, de acordo com a orientação da imobiliária. Nos Estados Unidos, quem dita é o mercado imobiliário americano. Então, se houver uma desvalorização na região, é impossível vender o seu imóvel por um preço maior.

O Brasil também oferece menos dificuldades para transferir a titularidade, para alugar e para executar outros processos — justamente por conta da federalização. Então, é algo que conta pontos a favor.

O mercado imobiliário americano tem características muito distintas e, por vezes, complexas. Para investir com máximo potencial, o melhor é recorrer ao setor brasileiro e sua infinidade de ofertas!

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Categorias: Mercado e Investimentos