Mercado e Investimentos

Afinal, vale a pena investir em imóveis nos EUA?

fevereiro 1, 2019
imóveis nos EUA
Tempo de leitura 6 min

O investimento imobiliário é uma excelente alternativa para fazer o dinheiro render e para construir patrimônio. Com as escolhas certas, é possível lucrar com a venda ou mesmo com a locação. Sabendo disso, muita gente busca alternativas não apenas no Brasil, mas, também, de imóveis nos EUA.

O país norte-americano tem um mercado aquecido e unidades disponíveis com características variadas. Antes de tomar a decisão de aplicar o seu dinheiro, entretanto, é importante saber se a alternativa é conveniente.

Na sequência, descubra se vale a pena investir em imóveis nos EUA e entenda os principais motivos.

Por que as pessoas investem nos EUA?

Uma dos razões que fazem as pessoas procurar os Estados Unidos é a grande disponibilidade de imóveis. Apesar de ter sofrido uma crise imobiliária em 2008, o cenário é considerado favorável, de modo geral. O país é bastante turístico e, em todas as regiões, há cidades que são visitadas por milhões de turistas. Como consequência, o aluguel — de temporada ou não — está sempre em alta por lá.

Além disso, muita gente tem a ideia de “viver o sonho americano”. Com a compra de imóveis nos EUA, sentem que realizam esse desejo e que podem experimentar a cultura do local um pouco mais a fundo. O principal motivo, é claro, é o fato de o investimento imobiliário, por si só, ser atraente. Então, quem deseja obter renda ou patrimônio, muitas vezes, considera recorrer a essa possibilidade.

Quais são os benefícios?

Não dá para negar que há vantagens em escolher imóveis nos EUA. Ao conhecê-las, é possível dimensionar melhor as possibilidades e compreender quais são os aspectos de destaque. Na sequência, descubra os pontos relevantes.

Diversificação de investimentos

Ter uma carteira diversificada de investimentos é muito importante para aumentar as chances de sucesso. Ao aplicar em vários padrões de risco e diversos mercados, as flutuações são menos intensas.

O investimento em imóveis serve de contraponto a opções de alto risco, como os investimentos em ações. Quando o mercado imobiliário é o norte-americano, há um recebimento em dólar. Ao aproveitar a valorização do câmbio em relação ao real, é viável se proteger contra algumas modificações internas.

Alta demanda

Desde que o imóvel seja escolhido em um lugar adequado, é possível conquistar uma demanda sempre elevada pelo aluguel, de temporada ou contínuo. Como há milhões de turistas no país, é comum que haja essa procura intensa. No entanto, também é preciso ponderar que áreas muito movimentadas e procuradas são consideradas nobres. Então, existe uma necessidade de pagar mais para aproveitar ao máximo a possibilidade.

Alternativa para as férias

Para quem viaja para o país com frequência, essa é uma opção para ter um lugar para ficar nas próximas férias. Ao eliminar o custo com a hospedagem, o passeio se torna bem mais em conta. Porém, isso só é vantajoso se as viagens são mesmo muito frequentes e/ou estendidas. Afinal, é preciso que os gastos se equilibrem com a possibilidade de ganhos e de economia com hospedagem.

E as desvantagens?

Em geral, o investimento em imóveis nos Estados Unidos é feito à vista ou a prazo, com um financiamento semelhante ao que acontece no Brasil. No entanto, os estrangeiros encontram dificuldades extras, já que não são cidadãos americanos e não têm os mesmos direitos. Isso, somado a algumas condições financeiras, pode tornar o investimento menos atrativo.

A seguir, descubra quais são os pontos negativos que merecem atenção especial.

Exigência de deslocamento

Quando você decide comprar um imóvel em outra cidade ou estado do Brasil, é possível conciliar pequenas viagens, de carro ou de avião, para conferir os imóveis à disposição. Por outro lado, fazer isso nos Estados Unidos exige muito mais planejamento.

A não ser que você pretenda realizar a compra sem verificar a unidade (o que não é recomendado), é necessário partir para uma viagem internacional. Além de dinheiro, isso demanda disponibilidade e um tempo que poderia ser usado para algo bem menos burocrático.

Burocracia elevada

Por falar nesse aspecto, também não dá para desconsiderar que existe uma burocracia elevada em todo processo. Lembre-se de que se trata de um país diferente, com regras específicas que devem ser seguidas à risca.

Isso significa, em primeiro lugar, a necessidade de obter um visto especial para fazer negócios e regularizar o passaporte. Depois, é preciso contratar um corretor especializado na área, pois ele ajuda a garantir que tudo saia como necessário.

Na hora de solicitar o financiamento, há diversos documentos que têm que ser apresentados. Inclusive, não basta apenas comprovar renda: é preciso dar provas de que você tem a entrada e o suficiente para pagar três meses de prestações em antecipação. Tudo isso torna a etapa mais complexa e demorada.

Impostos altos

Muita gente reclama da carga tributária brasileira, mas os números são mais altos quando os imóveis nos EUA estão em pauta. O Imposto de Renda, mesmo no aluguel, exige um pagamento de 30% sobre o valor, qualquer que ele seja — no Brasil, o máximo é de 27,5%.

Há também custos especiais com a transferência do bem e despesas extras em situações específicas, como imóveis de luxo. Em caso de morte do dono da propriedade, o governo pode ficar com até 35% do valor do imóvel. No Brasil, a taxa varia de 4 a 8%.

Em alguns estados, ainda há alíquotas extras, direcionadas de modo específico para os investidores estrangeiros. Ao colocar tudo isso na ponta do lápis, você percebe que pode terminar gastando além do que previa.

Desvantagem no câmbio

Ainda que o recebimento do aluguel ou do valor da venda seja em dólares, o pagamento também é feito nessa moda. Isso aumenta muito o gasto com a propriedade para um investidor brasileiro e pode torná-la menos atrativa. Uma casa de 200 mil dólares, por exemplo, sai por mais de 750 mil reais, em câmbio atual. Com o mesmo valor, seria possível adquirir um imóvel com qualidades ainda melhores em solo brasileiro.

Afinal, vale a pena?

Não dá para desconsiderar totalmente investir em imóveis nos EUA. Essa é uma alternativa bastante versátil e que serve, por exemplo, para quem deseja apostar no câmbio para dar solidez à carteira de investimento. No geral, entretanto, o processo é muito mais complexo e caro do que parece. O custo dos impostos somado à burocracia impacta a rentabilidade e torna a abordagem menos vantajosa.

A menos que você tenha um motivo específico — como o planejamento de uma mudança definitiva no curto prazo —, é melhor optar pelos imóveis no Brasil. Além de toda a etapa de compra ser mais fácil, o gerenciamento também é simplificado, o que oferece muitas vantagens.

Investir em imóveis nos EUA pode não ser tão interessante quanto você imagina. Diante dos pontos negativos, vale a pena enxergar o mercado imobiliário brasileiro com outros olhos e considerar o investimento no país.

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