Mercado e Investimentos

Investimento seguro e de alto risco: quais são as diferenças?

novembro 5, 2018
Tempo de leitura 6 min

Muitas pessoas desejam injetar o seu dinheiro em um investimento seguro, enquanto outras não têm medo de “aventurar-se” nos fundos de alto risco. Não importa o tipo de aplicação financeira escolhida, há sempre uma margem de risco. Afinal, investir é como navegar no oceano: as águas podem estar calmas, mas as ondas permanecem batendo no casco da embarcação.

Diante dessa realidade, você talvez se pergunte: o que é melhor, aplicar em fundos seguros ou de alto risco? Qual é a diferença entre eles? Qual deles eu devo priorizar? Responderemos a essas perguntas neste artigo. Acompanhe!

Quais são as diferenças entre o investimento seguro, moderado e de alto risco?

Fundos seguros

Um investimento pode ser considerado seguro quando está alinhado com o perfil de risco do investidor. Sendo assim, fazem parte de uma análise que indicará o fundo mais garantido para uma determinada pessoa fatores como:

  • idade;
  • conhecimento de mercado;
  • finalidade;
  • nível de disciplina;
  • grau de tolerância do risco;
  • prazo da aplicação.

Por exemplo, um adulto de meia idade que deseja ter uma boa renda quando se aposentar faria bem em investir em aplicações mais seguras como um plano de previdência ou a aquisição de imóveis.

Por outro lado, nesse caso, não seria prudente injetar finanças na Bolsa de Valores, visto que são ações de altíssimo risco e podem comprometer a segurança financeira no futuro. Outro critério que demonstra a segurança de um investimento é quando o capital do investidor não se concentra todo no mesmo fundo. Como assim?

Imagine que uma pessoa aplicou, ao mesmo tempo, no Tesouro Direto e no fundo de investimento multimercado. Devido a uma crise econômica a taxa de referência de juros (SELIC) reduziu a rentabilidade dos papéis do tesouro. Porém, essa mesma instabilidade pode elevar os rendimentos dos fundos variáveis com o do investimento multimercado.

E por fim, uma aplicação mais segura tem proteção contra o risco de crédito — como é o caso do certificado de depósito bancário (CDB), as letras de crédito imobiliário (LCI) e as de crédito do agronegócio (LCA). Essas aplicações são amparadas pelo fundo garantidor de crédito (FGC) que seria um seguro para o investidor.

Fundos de baixa segurança

Seguindo uma segunda linha de investimentos chegamos aos de alto risco. Diferentemente dos fundos mais seguros, não há garantias quanto à rentabilidade e a sua valorização pode ser exponencial e, logo após, sofrer um enorme declínio em um curto período.

Essa falta de previsibilidade requer do investidor muita prática e conhecimento do mercado financeiro. Do contrário, todo o patrimônio e a estabilidade financeira podem ruir. Entretanto, para quem é experiente em investimentos de alto risco, é possível com pouco dinheiro faturar uma grande quantia em um cenário de valorização.

Mesmo conhecendo profundamente os fundos de alto risco, o investidor precisa ter uma carteira de investimento diversificada para obter certa segurança. Entre essas aplicações estão:

  • ações de empresas;
  • operações day trade;
  • investidor anjo de startups;
  • commodities;
  • certificados de operações estruturadas (COE);
  • ofertas públicas;
  • câmbio.

Fundos de riscos moderados

Há ainda um terceiro tipo de fundo: o moderado. Esse investimento fica no meio da margem de risco, ou seja, como o próprio nome já diz, não é de alto e nem de baixo risco. Normalmente, o investidor que opta por essa aplicação visa tanto a rentabilidade como a liquidez. Podemos citar alguns investimentos moderados, como:

  • fundos imobiliários (FII);
  • debêntures;
  • fundos multimercados;
  • aplicações de renda fixa (CDB,LCA,LCI e LC).

Quando optar por cada um dos tipos de investimentos?

Para começar a carreira no mercado financeiro, nada melhor do que iniciar com os fundos de risco baixo ou moderado. Por exemplo, digamos que um investidor iniciante opte por aplicar nos fundos imobiliários. Nesse caso, envolve adquirir um título de renda fixa, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI).

Sendo assim, esse investidor obteve parte dos lucros de um empreendimento residencial ou comercial. Caso essa aquisição esteja atrelada a um condomínio de alto padrão, toda vez que houver valorização, ele receberá rendimentos.

Além disso, o FII é isento de Imposto de Renda e permite que o investimento inicial seja baixo. É possível também diversificar as aplicações para que a rentabilidade permaneça mesmo em diferentes cenários econômicos. Devido à sua boa liquidez, os FIIs são fáceis de ser negociados ou vendidos.

Como é algo comum em investimento de baixo risco, os fundos imobiliários são protegidos contra a inflação e corrigidos pelo índice geral de preços do mercado (IGPM) e pelo índice de preços do consumidor (IPCA) que asseguram o crescimento do patrimônio do investidor.

Nesse mesmo conjunto de investimentos podemos incluir a aplicação financeira em imóveis. Desse modo, a pessoa adquirirá propriedades para uma futura locação ou venda. O interessante desse tipo de investimento é a segurança.

A prova disso foi apresentada durante a recente crise financeira do Brasil, que fez os preços das moradias despencarem. No entanto, mesmo em um ritmo mais lento, as vendas de imóveis continuaram a crescer, os lançamentos imobiliários também e o preço do aluguel, embora com um baixo reajuste anual, permaneceu rentável.

Quer um exemplo? Quando os bancos aumentaram as taxas de juros dos financiamentos imobiliários por causa da crise, muitos proprietários imaginaram que não conseguiriam negociar os seus imóveis. Porém, um grande número de pessoas que tinham reservado capital para comprarem moradias à vista começaram a movimentar o mercado imobiliário.

Embora os donos fossem obrigados a baixar o valor das residências, a liquidez do seu patrimônio permaneceu e obtiveram um retorno mais rápido do seu investimento. Com o tempo, o setor de imóveis recuperou o fôlego e, aos poucos, o número de vendas está voltando ao patamar visto antes do início da crise econômica nacional.

Em resumo, a aplicação de capital em imóveis é um investimento de baixo risco e com boa margem de segurança. Não importa se você é um investidor iniciante ou experiente, conseguirá boa rentabilidade nesse tipo de fundo.

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