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taxa de condomínio

Entenda como funciona a taxa de condomínio e como ela é calculada

por URBS Imobiliária - Publicado em 19 de maio de 2019
taxa de condomínio
Tempo de leitura 6 min

Ao escolher um imóvel para comprar ou alugar, é preciso considerar todos os custos para avaliar se é um bom negócio. Entre as despesas mais comuns está a taxa de condomínio, paga mensalmente pelo morador para custear as despesas comuns.

Porém, o funcionamento dessa taxa gera dúvidas envolvendo o valor, o cálculo, o pagamento e outras regras importantes. Neste post, esclarecemos os principais pontos sobre a taxa condominial. Continue a leitura e saiba mais!

Como funciona a taxa de condomínio?

A forma como será dividida a taxa condominial varia de acordo com as normas fixadas na convenção. Portanto, é importante entender como funciona cada forma de cálculo e as diferenças entre elas.

Fração ideal

Quando a taxa é calculada pela fração ideal, ela se baseia no tamanho da propriedade. Desse modo, um imóvel de 200 m² paga uma taxa maior do que outro de 100 m².

Taxa por unidade

A divisão por unidade é mais simples: a taxa é dividida pelo número de unidades e todos os moradores pagam o mesmo valor, independentemente do tamanho do seu imóvel.

Cálculo híbrido

Em alguns casos, os condomínios adotam uma forma de cálculo que mistura as duas opções. Os custos de manutenção e conservação são divididas por unidade, enquanto os investimentos para agregar valor ao condomínio consideram a fração ideal.

Por que é importante arcar com esses valores?

O pagamento da taxa é fundamental para garantir a manutenção do condomínio e o pagamento de todas as despesas relacionadas às áreas comuns, que são utilizadas pelos moradores e importantes para o bem-estar deles. Alguns exemplos, são:

  • portaria;
  • telefonia, se for o caso;
  • energia elétrica;
  • água;
  • gás;
  • limpeza;
  • jardinagem;
  • segurança;
  • manutenção das áreas comuns;
  • despesas administrativas (contabilidade, administração do condomínio etc.);
  • encargos bancários;
  • aquisição de materiais e equipamentos;
  • folha de pagamento dos colaboradores;
  • seguro.

Quando um morador fica inadimplente, ele atrapalha o planejamento financeiro do condomínio, que terá dificuldades em cumprir todas as obrigações e pode ter novos gastos com multas e juros devido aos atrasos no pagamento. Além disso, em geral os demais moradores também são prejudicados, pois precisarão arcar com valores maiores para cobrir as mensalidades que não foram quitadas.

Quais os riscos de não pagar a taxa de condomínio?

Como o pagamento dessa taxa é obrigatório, existem algumas medidas que podem ser aplicadas contra o morador inadimplente, conforme previsto nas normas do condomínio. As mais comuns são:

  • aplicação de multas e juros;
  • notificação extrajudicial para pagamento;
  • inclusão em cadastros proteção ao crédito;
  • cobrança judicial.

É importante ressaltar que em uma cobrança judicial, diante da falta de pagamento, é possível que o imóvel seja penhorado e levado a leilão para quitar a dívida, mesmo que seja o único bem da família. Além disso, isso traz custos com despesas judiciais e honorários advocatícios.

Portanto, é essencial manter os pagamentos em dia, e em caso de locação do seu imóvel para terceiros, confira sempre se o inquilino está quitando as parcelas em dia e, se for necessário, tome as medidas para que ele cumpra o contrato.

Como é determinado o valor da taxa condominial?

Primeiro é preciso definir como será a divisão dos valores — por fração ideal, por unidade ou de forma híbrida. Isso pode ser definido por assembleia de condomínio, com a participação de todos os moradores.

O próximo passo é decidir se o condomínio terá taxa fixa ou será cobrada por rateio. Dependendo da escolha, o cálculo tem algumas diferenças, conforme explicaremos a seguir.

Taxa fixa

Nesse caso, o condomínio deve fazer a previsão orçamentária para definir qual o valor necessário para arcar com as despesas existentes. Em geral, utiliza-se os gastos dos 12 meses anteriores como base, acrescentando os reajustes pelos índices de inflação. O resultado é dividido pelo número de unidades ou pelas frações ideais de cada imóvel para determinar o valor que será pago mensalmente.

Para evitar imprevistos, é comum definir uma taxa que é cobrada para o fundo de reserva — um valor que fica depositado em uma conta do condomínio e é utilizado em emergências ou para custear despesas não incluídas na previsão orçamentária, sempre com a aprovação do uso em assembleia.

Taxa de rateio

Se a taxa de condomínio for variável, dividindo as despesas mensais entre todos, o cálculo é simples: basta dividir os valores gastos no mês anterior entre todos os moradores, de acordo com o tipo de rateio escolhido. Aqui, também acrescenta-se a um valor para o fundo de reserva.

O síndico ou a administradora de condomínio se responsabilizam pelos cálculos para definir o valor a ser pago, além de se responsabilizar pela cobrança, que pode ser feita por boleto bancário ou da forma que for acordada na convenção.

Vale a pena morar em condomínio e pagar essa taxa?

Ao procurar um imóvel, é comum se perguntar se vale a pena escolher um que tenha a taxa de condomínio, afinal, isso traz custos adicionais todos os meses. Entretanto, é preciso ter em mente que o valor cobrado trata de manutenção do imóvel e conservação de áreas comuns, que trazem benefícios para os moradores.

Por exemplo, ao morar em uma casa, sem a cobrança dessa taxa, você precisará investir na limpeza das áreas externas, na segurança ou nos cuidados com o jardim e a piscina, se for o caso. Assim, mesmo que não tenha o condomínio, incidirão outras despesas mensais que, em algumas situações, ficam superiores ao valor do condomínio.

Por isso, de modo geral, vale a pena morar em condomínio, mas é importante avaliar se a taxa cobrada é adequada às facilidades e à segurança do empreendimento. As despesas costumam ser menores do que o custo individual de todas as comodidades oferecidas, tornando-se um bom investimento.

Pronto! Agora você já sabe como funciona a taxa de condomínio. Caso tenha dúvidas, antes de adquirir um imóvel, consulte a convenção de condomínio para se informar sobre os valores cobrados, os benefícios do empreendimento e a forma de pagamento.

Então, este post esclareceu as suas dúvidas sobre o assunto? Se quiser conferir outros conteúdos como este, aproveite para curtir a nossa página do Facebook e acompanhe as nossas novidades!


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