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ansiedade e vida financeira

Ansiedade e vida financeira: qual a relação entre elas?

por URBS Imobiliária - Publicado em 23 de abril de 2020
ansiedade e vida financeira
Tempo de leitura 5 min

Devido à certa instabilidade na economia brasileira, investidores têm desenvolvido uma série de sintomas ruins decorrentes da situação que vivemos. O mais danoso deles é a dificuldade de equilibrar a ansiedade e a vida financeira.

Muitas empresas já têm percebido que a maneira com a qual o investidor lida com o dinheiro, inclusive em níveis mais elevados de negócios, reflete suas emoções. Essa afirmação se deve ao fato de que é necessário ter uma forte inteligência emocional para equalizar as finanças.

Por essas e outras, existem aspectos para os quais devemos atentar, no intuito de diminuir o nível de ansiedade e os erros nas decisões tomadas, o que pode gerar perdas significativamente perigosas não só para a pessoa, mas também para o bom funcionamento do mercado.

Agora que já sabe da seriedade desse problema em um investidor, vamos mostrar como se livrar dessa ansiedade de forma simples e prática, para que haja um equilíbrio entre a mente e a vida financeira. Boa leitura!

Fazer uma gestão de riscos responsável

Para começar, uma das questões mais negligenciadas pelos investidores é a de fazer uma boa gestão de riscos, tentando criar métodos de investimentos fantasiosos e, muitas vezes, levando a decisões infundadas pela má gestão.

O profissional pode até tentar ler gráficos, notícias, olhar fundamentos, padrões quantitativos e qualitativos, mas nada disso funcionará se não limitarmos nossas perdas. Essa limitação é conhecida por especuladores do setor como “stop loss”. Ou seja, é extremamente necessário convencionar um limite máximo de perda que poderá ser aceite, seguindo rigorosamente essa agenda.

Entretanto, somente isso não basta, pois a pessoa deverá estar preparada para a possibilidade de casos raros e eventuais ocorrerem nos parâmetros de riscos, os temidos “cisnes negros”, que levam desespero e desordem total aos mercados.

É bom lembrar que os credores estão sempre oferecendo condições especiais para quitar dívidas, principalmente quando os valores são altos ou elas são antigas e já estão rendendo juros quase impossíveis de serem pagos.

Transformar o estilo de vida

Estabelecidas essas premissas, o investidor tem que ter uma mudança em seu modo de ver as oportunidades, passando para uma visão mais realista em relação às necessidades reais, com uma consciência plena dos rendimentos e despesas que virão e, consequentemente, mudando o estilo de vida.

Mudar certos hábitos no início, geralmente, é bem embaraçoso, principalmente aqueles que nos trazem conforto, como jantares exorbitantes, roupas com valores acima da média, entre outros mimos. No entanto, cortar essas regalias fará com que os gastos sejam enxugados e a renda comece a gerar ativos em vez de passivos.

É um costume relacionar um orçamento financeiro anotando o que se ganha trabalhando e subtraindo-o dos gastos, sendo que, se sobrar algum dinheiro, isso significa que houve lucro e, se a conta ficar negativa, que houve prejuízo.

Contudo, o modo correto de lidar com isso é fazer um registro minucioso de todas os proventos mensais, colocar separadamente aquelas despesas fixas e, somente depois disso, pegar o que sobrou e adequar aos gastos atípicos. Com isso, o padrão de vida será ajustado para conquistas financeiras e investimentos promissores.

Será possível almejar projetos maiores e estipular metas alcançáveis e satisfatórias, sem que para isso tenha que comprometer a renda. Dessa maneira, o profissional tende a visualizar saídas mais seguras e eficazes para sanar as pendências, sem precisar compensar um investimento em outro, pois isso seria um erro maior ainda.

Portanto, quando esses projetos e metas não são colocados no papel, a ansiedade e a vida financeira tendem a se relacionar fortemente com o fato de fazer dívidas e tomar decisões precipitadas, no intuito de tentar satisfazer uma necessidade sem fundamento.

Essa ansiedade pode estar relacionada com a incerteza e o medo de os investimentos não saírem como esperado. Isso torna-se o maior inimigo dos investidores, levando-os a tomar decisões equivocadas e, muitas vezes, impulsivas. Assim, percebemos que manter a condição econômica e a saúde mental em equilíbrio é essencial para uma melhora nos negócios.

Ter pensamento estratégico

O pensamento e as atitudes impulsivas são consequências de quem se preocupa demais com o futuro ou quer que ele chegue mais rápido. Porém, aproveitar e valorizar o momento que se vive agora é fundamental para que o futuro não esteja descuidado.

Assim, trabalhar e projetar a mente estrategicamente, traçando objetivos consistentes e metas possíveis, ajudará o investidor a organizar melhor sua vida financeira, realizando negociações acima do que era esperado. Ou seja, a ansiedade causada nas pessoas atrapalha suas vidas justamente porque as induz a tomarem decisões sem nenhum planejamento.

Um dos maiores causadores desse problema é a informação excessiva que chega ao indivíduo de uma só vez. Isso tende a dar uma falsa impressão de que a pessoa está no controle da situação, quando na verdade está correndo um grande risco de fazer escolhas erradas.

O real perigo da alta quantidade de informações entregues ao usuário, principalmente financeiras, é canalizar sua ansiedade em fóruns e redes sociais, conectando-se a outros investidores com o mesmo problema, aumentando o nível de preocupação e de estresse.

Portanto, a conclusão que se deve ter disso é seguir incessantemente sua estratégia, mesmo que outros não acreditem que vai dar certo ou não confiem nela. Com isso, esquivar-se de informações e ações entusiasmadas que forçam a pessoa a mudar constantemente seus planos por causa de acontecimentos recentes, é crucial para alcançar bons resultados.

Lembrando que essas ações reativas são todas aquelas que induzem o investidor a caminhar no sentido contrário ao que o mercado está indo, fazendo compras de ações e contratos na alta e vendendo-as nas baixas.

Podemos perceber ao longo do texto que a ansiedade e vida financeira tendem a andar juntas, levando a caminhos desagradáveis quando mal geridas e prejudicando toda a vida de um investidor, mesmo que ele seja bom no que faça. Por isso devemos ficar sempre em alerta a tudo ao nosso redor.

E aí, leitor? Gostou do que leu sobre a relação da ansiedade e vida financeira? Então, nos siga nas redes socias e fique por dentro de tudo que acontece no mundo econômico!


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